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Tecnologia

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

Alô Paraná

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O WhatsApp divulgou hoje (14) recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis”, destacou a empresa.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smatphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.

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Startup usa inteligência artificial para fazer maionese sem ovo

Alô Paraná

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Para um cozinheiro experiente, fazer maionese sem ovo pode ser o começo de uma receita que vai dar errado. Mas não para a startup chilena NotCo: a partir de abril, a empresa começará a vender no mercado brasileiro a NotMayo, que leva grão de bico no lugar do ovo. É o primeiro produto da companhia, que busca fazer alimentos conhecidos por levar produtos de origem animal, mas apenas usando plantas – para chegar à receita correta, usa inteligência artificial para manipular dados sobre vegetais.

“Hoje produzimos muitos vegetais apenas para alimentar os animais que vão virar carne. Por que não podemos cortar os intermediários?”, explica o presidente executivo da empresa, Matías Muchnick, ao ‘Estado’. No Chile, a maionese da startup já tem 10% de participação no mercado local; aqui no Brasil, os potes de 350 gramas do produto chegarão à rede Pão de Açúcar por preços em torno de R$ 10. 

“Queremos trazer algo premium, mas acessível aos consumidores. A maionese, porém, é só o começo: queremos explicar como podemos levar novos produtos ao mercado”, diz o executivo, que fundou a NotCo com dois sócios em 2015 – Karim Pichara, doutor em ciências da computação, e Pablo Zamora, doutor em biotecnologia. No início, a NotMayo será importada do Chile, onde a empresa tem uma fábrica própria. Até o início do segundo semestre, porém, o plano é fabricar a maionese sem ovo localmente, com um parceiro que a empresa não revela. 

“Não queremos perder tempo com fabricação, somos bons em desenvolvimento e na área comercial”, explica Muchnick, que espera ter no Brasil seu maior mercado. Para isso, está contratando pessoas por aqui – já tem um time de quatro funcionários, liderado por Giuliana Vespa, ex-Ambev. Até o fim do ano, chegará também à Argentina e ao México.

Em 2020, será a vez dos EUA, com a ajuda de um parceiro especial: Jeff Bezos. O presidente executivo da Amazon, por meio de seu fundo de investimentos pessoal, o Bezos Expeditions, participou da última rodada de investimentos da startup. Fundos como o The Craftory, especializado em startups de alimentos, e o latino Kaszek Ventures, também participaram da rodada. “Ainda não conhecemos Bezos, mas é o parceiro ideal: ele tem rede de distribuição na Amazon e no Whole Foods, mas não tem produtos próprios. Nós temos o produto”, afirma o executivo. 

Tendência

Apostar em produtos de origem vegetal que possam substituir carnes ou derivados de leite não é algo novo: nos EUA, startups como Impossible Foods e Beyond Meat já têm testado algo parecido e lançado hambúrgueres no mercado. A diferença é que, enquanto as americanas fazem modificações genéticas em plantas para conseguir uma carne que “sangre” ao ser colocada na chapa, a chilena apenas combina diferentes materiais – o que envolve menor trabalho regulatório junto a autoridades de vigilância sanitária. “O que a Impossible faz é muito interessante, mas precisa de investimento alto e muito tempo de pesquisa”, diz Muchnick.

A startup levou três anos desenvolvendo Giuseppe, seu “algoritmo chef de cozinha”, que usa dados nutricionais e sensoriais, além da composição molecular, sobre milhares de plantas e animais para chegar a uma fórmula. Giuseppe, como todo bom chef, não é infalível. “Ele nos sugere receitas que não funcionam, mas consegue aprender com o tempo quais são as melhores combinações sensoriais”, explica Karim Pichara, diretor de tecnologia da NotCo. 

Além da NotMayo, Giuseppe já tem outras receitas em fase de finalização para chegar ao mercado: o NotMilk (leite) e o NotIceCream (um sorvete que, promete Muchnick, se parece com um gelato italiano). Há ainda dois produtos em fase de elaboração: o NotCheese e o NotYogurt. Durante a entrevista com Muchnick, a reportagem do ‘Estado’ teve a oportunidade de provar a NotMayo: em um teste cego, poderia muito bem passar por uma maionese tradicional encontrada nos mercados brasileiros.

Por outro lado, ao consultar a ficha de informações nutricionais, é fácil perceber que uma colherada da NotCo tem 90% a mais de gordura e 85% calorias a mais que uma concorrente comum. Há diferenças, no entanto, no tipo de gordura de cada produto – a NotMayo alega que tem maior teor de gorduras insaturadas, consideradas mais saudáveis (7,2g por colher, contra 3,4g de uma rival comum). Além disso, a maionese chilena diz não utilizar conservantes ou aromatizantes e tem um terço do sódio de uma rival popular no mercado nacional.

Para Maximiliano Carlomagno, sócio da consultoria de inovação Innoscience, o gosto é apenas um dos desafios que a NotCo terá no mercado. “Eles também vão precisar mostrar que têm preço e uma cadeia de distribuição eficiente para fazer sucesso no mercado brasileiro”, avalia o especialista. A favor da empresa, porém, há a bandeira de não usar alimentos de origem animal – permitindo atingir um público vegetariano e vegano – e a gourmetização. “É um produto que traz inovação pendurada em sua embalagem e isso atrai o consumidor”, diz Carlomagno.

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Corpo de Bombeiros do Paraná cria aplicativo para alerta de clima

Alô Paraná

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O Corpo de Bombeiros do Paraná criou uma plataforma inédita para informação e serviços ao cidadão, por celular. O aplicativo é capaz de informar, em tempo real, as condições climáticas, a localização de postos guarda-vidas das praias e a balneabilidade das águas do Litoral. Está disponível para download no Google Play e no App Store, gratuitamente.

Lançada em dezembro de 2018 para os sistemas Android e iOS, a plataforma é resultado de estudo que envolveu integrantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), para ser utilizado a partir da Operação Verão Paraná 2018/2019. O aplicativo é pioneiro no Brasil ao se basear no Protocolo de Alerta Comum (Common Alerting Protocol – CAP), desenvolvido pela Organização Meteorológica Mundial, a qual estabelece parâmetros de alertas sobre as condições de clima que podem ser compreendidos em todo o planeta. É com os dados computados por esta organização que os alertas são emitidos e repassados aos usuários da região que será afetada.

“É um diferencial para a temporada de verão, pois as pessoas podem baixar o aplicativo gratuitamente e terem acesso a informações importantes, que facilitam o contato com o Corpo de Bombeiros em casos de emergência”, disse o coordenador operacional da Operação Verão e Comandante do 8° Grupamento de Bombeiros, tenente-coronel Gerson Gross.

GEOLOCALIZAÇÃO
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o aplicativo utiliza uma tecnologia de geolocalização que informa ao usuário os alertas, contendo o tipo de fenômeno (chuva, granizo, ressaca, ventos fortes), data e hora de início e fim da condição climática, para que o cidadão possa ter mais tempo de se preparar e se proteger. Além de cobrir o Litoral, o mapa de alertas abrange a Região Metropolitana, Curitiba e o Interior do Estado, de acordo com a localização do smartphone do usuário.

GUARDA-VIDAS
Além dos alertas também há o serviço de localização de quartéis, postos de guarda-vidas e informações sobre as condições de balneabilidade das praias. Todos os pontos são atualizados em tempo real e contém informações complementares, como no caso do endereço dos quartéis, que também indica um telefone fixo para o contato. “O veranista tem mais comodidade para saber os locais onde há postos de guarda-vidas, os pontos próprios para banho, para que possa curtir o verão com mais tranquilidade”, explicou o tenente-coronel Gross.

Também há orientações para que o cidadão tenha uma noção básica de situações de emergência, como crises de asma, controle de hemorragia externa, crise convulsiva, desobstrução de vias aéreas em crianças, fraturas, manobras de desobstrução de vias aéreas e queimaduras. Além disso, está disponível dicas de segurança para situações de alagamentos, prevenção de afogamentos e cartilhas de segurança.

GOVERNO DIGITAL
O sistema do aplicativo Bombeiros Paraná é interligado à plataforma do Governo Digital, ou seja, permite que o cidadão tenha acesso a outros serviços do Estado. Para baixar o aplicativo não é preciso fazer cadastro, somente fazer o download no Google Play e no App Store gratuitamente.

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Receita usa alta tecnologia no combate à sonegação

Alô Paraná

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Aliar tecnologia de ponta em infraestrutura de hardware e software para reduzir custos do Estado e aumentar o poder de fiscalização, diminuindo o risco de sonegação. Esse é trabalho realizado pela Assessoria e Gerência do Ambiente Analítico da Coordenação da Receita do Estado (AGAA), instituída recentemente, e que tem contribuído de forma direta no aumento da arrecadação tributária do Paraná.

O sucesso do sistema de análise de dados Phoenix, desenvolvido pela Receita Estadual, colocou o Paraná na vanguarda desse tipo de tecnologia no Brasil e tem sido crucial para a saúde da arrecadação tributária paranaense.

O programa estabeleceu na Secretaria da Fazenda do Paraná as condições de infraestrutura e as ferramentas necessárias para que suas diversas áreas (tributação, arrecadação, fiscalização) utilizem de forma ampla e eficiente um grande volume de informações.

“Essa solução proporciona a melhoria da gestão dos recursos da fazenda pública por meio da implantação de hardware e software de última geração, apoiando a tomada de decisão dos gestores e subsidiando, dentre tantas outras possibilidades, auditorias fiscais e análises econômico-fiscais”, explica o auditor fiscal Glauco Oscar Ferraro Pires.

VOLUME DE DADOS – Diariamente, a Receita Estadual processa um grande volume de dados de documentos fiscais. Em todo o Paraná são emitidos ou recebidos em média, por dia, 130 mil conhecimentos de transporte eletrônicos (CT-e); 665 mil notas fiscais eletrônicas (NF-e); 1,1 milhão de notas fiscais de energia elétrica e comunicação (Convênio 115/03); 4,5 milhões de notas fiscais de consumidor eletrônicas (NFC-e).

Para analisar todas essas informações, a AGAA, além de manter uma complexa infraestrutura de hardware e software, também oferece apoio e treinamento aos colaboradores para o processo de consultas e criação de relatórios.

O projeto Phoenix também contribuiu para a internalização do processo técnico por parte de toda a equipe de auditores fiscais a fim de dotar a organização da capacidade de manter o ambiente independente, promovendo a autossuficiência dos servidores.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
– Os trabalhos da Receita Estadual já foram citados em artigos publicados em revistas especializadas nos Estados Unidos, Rússia e Japão. A solução paranaense de análise de dados foi apontada ainda por relatório oficial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como modelo de análise de dados em administração tributária.

Em breve, soluções semelhantes devem ser implantadas também em outros estados do Brasil. Representantes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco estiveram na Secretaria da Fazenda para conhecer o projeto. Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais e Distrito Federal fizeram consultas para a implantação de solução de análise massiva de dados.

“Praticamente todos os processos de fiscalização e acompanhamento se baseiam em nossa infraestrutura e serviços, onde possibilitamos um enorme aumento da eficiência – e recuperação da arrecadação – das fiscalizações, controles e auditorias”, afirma Pires.

Entre os processos que trazem grande economia na área de tributação está a autorregularização, sistema que possibilita sanar inconsistências identificadas pelo fisco, nos termos e condições estabelecidas na comunicação enviada ao contribuinte. Essas ações consistem na coleta, cruzamento e análise de dados que podem identificar operações que apontam uma possível contradição.

“Esse sistema faz o cruzamento massivo de dados na base para identificar eventuais indícios de sonegação, seguindo algumas regras negociais para determinação de possíveis irregularidades. Assim, o contribuinte pode explicar a inconsistência ou fazer o recolhimento do imposto devido”, explica o auditor.

Ele acrescenta que a autorregularização não implica em início de ação fiscal. Por isso, é positiva ao contribuinte, que tem a oportunidade de regularizar ou justificar uma situação, e ao Fisco, que otimiza o uso de recursos humanos”, explica o auditor.

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