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Saúde

Secretaria da Saúde do Paraná entrega cadeiras de rodas motorizadas

Alô Paraná

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A Secretaria de Estado da Saúde entregou nesta quarta-feira (8), por meio da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas), 33 cadeiras de rodas motorizadas a pacientes do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), em Curitiba. São cadeiras fabricadas no Rio Grande do Sul e feitas sob medida, de acordo com as necessidades individuais dos pacientes.

O secretário da Saúde Beto Preto ressaltou a importância desta ação do Governo do Estado que tem o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida para pacientes e familiares. “Os beneficiados são portadores de limitação severa de movimentos e com este equipamento conquistam autonomia de locomoção. É uma ação para devolver parte dos direitos destas pessoas”, afirmou.

De acordo com o secretário, esta gestão tem como principal meta para a saúde a regionalização dos serviços para atender a população mais de perto, com mais qualidade. “O Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier será a grande referência em reabilitação para todo o Estado, experiência que será replicada para outras regiões”, disse.

“Queremos ampliar este tipo de atendimento de qualidade para todas as regiões. Vamos expandir as fronteiras e levar serviços especializados para mais cidades do Estado. Todo paranaense precisa e merece estar mais perto de um centro de reabilitação como este”, destacou Beto Preto. Para isso, acrescentou, serão adotados modelos de gestão e fortalecidas as parcerias com os municípios.

CADEIRAS MOTORIZADAS – As cadeiras de rodas motorizadas foram adquiridas por meio de processo licitatório com investimento de R$ 224 mil. O lote contempla 40 cadeiras, que serão confeccionadas e entregues gradativamente. Para receber o equipamento os pacientes passaram por avaliações e também por orientações sobre seu uso.

MULTIDISCIPLINAR – O Centro Hospitalar de Reabilitação integra a rede de unidades próprias do Estado e atua integralmente pelo SUS. A unidade é especializada em atendimento de doenças neurológicas, neurocirúrgicas e ortopédicas agudas ou crônicas. “Atendemos todas as etapas da reabilitação física, em todas as áreas da equipe multiprofissional, traçando um plano singular e único para cada paciente”, explica a diretora do CHR, Elizabeth Costa.

O atendimento acontece a nível ambulatorial ou de internação, com 25 leitos, 13 deles de reabilitação e 12 cirúrgicos. O Centro dispõe de equipe de médicos especialistas e de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e enfermagem. O Centro é referência na área, com atendimento médio mensal de 3 mil pacientes de todo o Estado.

Participaram da entrega das cadeiras o diretor-presidente da Funeas, Marcello Machado; o diretor-técnico da Funeas, Alan D´Orio; o diretor-geral do Hospital do Trabalhador, Geci Labres de Souza Junior; o presidente do Conselho Estadual de Pessoas com Deficiência e diretor da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, Felipe Braga Côrtes.

Saúde

Anvisa emite alerta sobre uso de ondansetrona por grávidas

Alô Paraná

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para que profissionais prescritores tenham cautela ao indicar ondansetrona a mulheres no primeiro trimestre de gravidez. A agência investiga se o medicamento causa malformação do bebê. Após a conclusão dos estudos, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas.

O alerta da Anvisa cita um estudo que comparou 88.467 mulheres expostas à ondansetrona durante o primeiro trimestre de gravidez com 1.727.947 mulheres não expostas à substância. O resultado foi de três casos adicionais, 14 contra 11, de defeitos de fechamento orofacial identificados para cada 10 mil nascimentos de descendentes de mulheres expostas, principalmente relacionados à ocorrência de casos de fissura palatina. 

Segundo a Anvisa, o mecanismo pelo qual a ondansetrona pode interferir na gravidez é desconhecido. Dessa forma, a segurança de uso desse medicamento durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez também não está estabelecida.

Diante dessas informações, a agência diz que analisa a possibilidade de se alterar esse medicamento para a categoria D de risco na gravidez, categoria em que há evidências positivas de risco fetal humano, no entanto os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco.

Atualmente, esse medicamento pertence à categoria B de gravidez, ou seja, não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Tratamento de náuseas

A ondansetrona é um medicamento indicado na prevenção e no tratamento de náuseas e vômitos em geral, especialmente os casos induzidos por quimioterapia ou radioterapia e os relacionados ao pós-operatório.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

A anvisa orienta pacientes que se enquadram nas características descritivas devem procurar orientação junto ao profissional de saúde. A Agência informa ainda que monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento por meio do sistema VigiMed

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Saúde

Cirurgia rara de cotovelo devolve movimento a paciente

Alô Paraná

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Depois de ficar cerca de três anos com graves limitações nos movimentos do cotovelo esquerdo, provocado por uma luxação crônica, hoje Maikon Teixeira da Costa, de 31 anos, já se permite pentear os cabelos e levar a mão à boca.

Maikon Costa foi submetido a uma cirurgia no cotovelo considerada rara e complexa. O procedimento foi feito pela equipe da ortopedia cirúrgica do Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba.

O hospital atende 100% pelo SUS e, recentemente, passou a integrar o Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT) que, por sua vez, faz parte da Rede de Unidades Próprias do Governo do Paraná.

Foi a primeira vez que esse tipo de cirurgia foi feita no CHR devido ao alto nível de especialização médica e materiais exigidos. Uma outra condição especial possibilitou o procedimento – a diretoria do hospital com apoio da Secretaria de Estado da Saúde providenciou o material de órtese necessário – um fixador externo articulado de cotovelo para ser colocado no braço do paciente.

LUXAÇÃO – A luxação é o deslocamento de um ou mais ossos de uma articulação e acontece quando uma força atua direta ou indiretamente sobre nosso corpo. Em termos clínicos, é definida como perda do contato articular, isto é, a separação de uma articulação que é composta por duas superfícies articulares.

Segundo o médico Douglas Schumann, responsável pela cirurgia, os casos de luxação de cotovelo são recebidos e tratados na emergência médica, pois normalmente provém de uma queda ou acidente com traumatismo, lesão congenital ou frouxidão de ligamentos gerada por doenças crônicas. Ao longo do tempo a luxação crônica pode evoluir para artrose e rigidez articular.

Ele explicou que quando o cotovelo luxado não é tratado em até três meses a complexidade do tratamento aumenta, exigindo procedimento cirúrgico aberto, como no caso de Maikon que sofreu uma queda em uma partida de futebol e não passou por cuidados adequados no início da lesão.

A cirurgia exigiu a colocação do fixador, reconstrução de ligamentos do cotovelo; retirada de osteófitos – formações ósseas anormais que se formaram devido ao tempo da lesão; redução das articulações e colocação dos ossos no lugar, e ainda colocação do fixador externo articulado para proteção do reparo dos ligamentos.

Maikon já não conseguia mais fazer as atividades simples que exigissem flexão do cotovelo, como higiene pessoal, pentear os cabelos, pegar objetos, levar alimentos à boca. “A musculatura da mão esquerda estava hipotrofiada por falta de uso, em consequência da restrição da mobilidade do cotovelo O caso dele já estava conduzindo à atrofia”, diz o médico.

CONDUTA CLÍNICA


Após a primeira avaliação médica, o procedimento já foi indicado. “Tivemos muita cautela na análise devido à complexidade do caso. A colocação do fixador permitiu que o paciente já mexesse o cotovelo no pós-operatório. Sem o equipamento, o cotovelo precisaria ficar imobilizado depois da cirurgia, correndo o risco de provocar rigidez na articulação”, disse Douglas Schumann.

No décimo dia do pós-cirúrgico o paciente conseguiu movimentar o braço, o que foi considerado uma grande conquista na área da cirurgia ortopédica.

Um mês após a cirurgia, sendo submetido à fisioterapia específica, Maikon fazia flexão e extensão do cotovelo com o fixador externo e, depois de 4 meses, já levava as mãos à cabeça e à boca.

O paciente relata hoje que melhorou muito a movimentação do braço. “Foi uma grande ajuda, pois meu dia a dia estava limitado, estou bem satisfeito com a cirurgia e me esforçando na recuperação”, disse.

Douglas Schumann disse a fisioterapia seguirá até agosto, buscando uma amplitude ainda maior dos movimentos.

INTEGRAÇÃO
O diretor-geral do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Geci Labres de Souza, afirma que divulgação deste tratamento de excelência feito em um hospital público é importante, pois assim é possível destacar a ação do corpo clínico e direção da CHR, que integra o Complexo do Hospitalar do Trabalhador.

Segundo o diretor-geral, casos complexos como esse exigem equipes médicas diferenciadas e experientes, equipamentos especiais e serviços de fisioterapia e terapia ocupacional específicos. “Todo este esforço para obter um bom resultado sempre vale a pena, pois resgata a qualidade de vida destes pacientes”, afirmou.

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Saúde

Campanha nacional destaca a doação de sangue no inverno

Alô Paraná

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A mensagem da paciente, que frequenta o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) desde o primeiro ano de vida, contribui para reforçar o Dia Internacional do Doador de Sangue, celebrado nesta sexta-feira (14) e a Campanha Nacional Junho Vermelho, que destaca a importância da doação no inverno.

“Já recebi sangue de muita gente e sou imensamente grata por isso. Quando criança, fazia cartõezinhos com desenho de coração e deixava no Hemepar como forma de agradecimento. Por isso hoje torno pública minha carta”, conta Valéria, que também mantém um canal na rede social onde fala sobre o tema, destacando a doação como um ato de amor ao próximo.

O Hemepar atende uma média de 743 pacientes ao dia em todo o Paraná, em 22 unidades. São pacientes que estão em tratamento planejado de doenças crônicas ou que precisam do sangue para intervenções pontuais, como cirurgias urgentes. O sangue também é vital para tratar feridos em emergências.

INVERNO – A Campanha Nacional Junho Vermelho tem como foco a importância da doação durante o inverno porque, com a chegada do frio, as doações costumam diminuir. A diretora-geral do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza, explica que isso acontece em função das gripes, dificuldades de locomoção (devido a chuvas) e também pelo período de férias escolares. “Por isso nosso apelo para que os voluntários continuem com as doações em todo o estado, e a todos o nosso agradecimento antecipado neste dia 14 de junho”, afirma.

Hoje o Hemepar recebe em média 800 doações por dia. Segundo a diretora o estoque ainda está dentro da normalidade e a quantidade é suficiente para atendimentos aos hospitais conveniados. Liana Souza lembra que apenas uma doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas. “Não existe substituto para o sangue e por isso a importância de se manter o estoque sempre abastecido em todos os períodos do ano”.

PROCESSO – Cada bolsa coletada passa por processamentos que separam os componentes do sangue: hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado (fonte concentrada de proteínas plasmáticas insolúveis à baixa temperatura). “Os pedidos de bolsas de sangue chegam ao Centro de Hematologia via hospitais contratualizados. A Hemorrede tem equipe treinada para avaliação da demanda, separação do sangue, liberação e transporte. Este processo é muito importante, pois devemos manter a qualidade do hemocomponente para o paciente”, explica a diretora.

Os hospitais cumprem protocolos para essas demandas, pois os componentes têm prazo de validade diferentes, de acordo com a solução preservadora utilizada. As plaquetas, por exemplo, têm validade de 5 dias, já as hemácias podem ter validade de até 42 dias.

HOSPITAIS – O Hemepar é responsável por 93% do estoque da rede pública de sangue, abastecendo 375 hospitais no Paraná. Do total de doadores, 45% são do sexo masculino e 38% do feminino. O maior percentual está na faixa etária acima de 29 anos.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos, mas para os menores de 18 anos é necessário o consentimento e a presença dos responsáveis e, entre os de 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso ter peso mínimo de 51 quilos e estar bem de saúde. A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem, com intervalo entre as doações de no mínimo 60 dias; e de três para as mulheres, com intervalo entre as doações de no mínimo 90 dias.

Para a doação de sangue, os voluntários podem buscar um banco de sangue para verificar o horário de atendimento. É recomendado evitar comidas gordurosas por pelo menos 4 horas antes da coleta. “O procedimento dura em média 90 minutos, entre a recepção e a liberação para o lanche, e neste curto período o voluntário contribuirá para salvar muitas vidas”, lembra a diretora do Hemepar.

CAPTAÇÃO – O Hemepar faz atividades permanentes para captação de voluntários, como palestras de orientação sobre a importância da doação e critérios usados. Segundo a assistente social do Hemepar de Cascavel, Maria Luiza da Silva, a sensibilização maior acontece quando existe alguém na família que já precisou de sangue doado.

“Quem já sentiu o problema na pele reconhece a importância da doação. Notamos também, entre as características dos doadores, que filhos de pais voluntários acabam seguindo e adquirindo o mesmo comportamento”, complementa a assistente social.

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