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Saúde

Paraná registra 13 mil casos de dengue

Alô Paraná

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A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (11) o informe técnico número 37, com os novos números da dengue. Houve aumento de 12,02% na ocorrência de novos casos, com 1.449 confirmações. Agora o Estado totaliza 13.504 casos desde agosto de 2018.

Nesta semana, seis municípios anunciaram pela primeira vez casos autóctones da doença no período epidemiológico, ou seja, contraídos no próprio local de moradia. Guaraniaçu (1), Corumbataí do Sul (1), Nova Cantu (1), Inajá (5), Santa Mônica (2) e Ariranha do Ivaí (1) confirmaram os casos.

Dos 63 municípios em epidemia, três são novos: Alto Piquiri, Entre Rios do Oeste e Guaíra. O boletim também revela que mais 14 municípios estão em estado de alerta, somando 55 no total: Matinhos, Ubiratã, Brasilândia do Sul, Ivaté, São Tomé, Diamante do Norte, Inajá, Ângulo, Doutor Camargo, Santa Inês, Marechal Cândido Rondon, Santa helena, Godoy Moreira, e Ivaiporã.

Esta semana não foi registrado nenhum novo caso de morte no Estado. No total são 17 óbitos em todo o Paraná. O boletim epidemiológico contabiliza os dados a partir da primeira semana de agosto de 2018 até o momento.

A Secretaria segue com várias ações preventivas, como a capacitação de profissionais para o diagnóstico e manejo clínico da doença.

MUTIRÃO
O município de Jacarezinho, da 19ª Regional de Saúde, no Norte do Paraná, promoveu um grande mutirão para remover criadouros de mosquitos Aedes egypti em vários bairros da cidade.

Agentes comunitários de saúde e de combate a endemias trabalharam em parceria com a Polícia Militar e Tiro de Guerra, do Exército, num esforço para controle do vetor.

“A ideia foi também conscientizar a população”, diz o diretor da Regional, Antonioni Palhares, já que a maior parte dos locais com água parada está dentro de propriedades particulares. “Sem a ajuda dos moradores, o mosquito vai continuar se espalhando”, alerta diretor.

INVERNO
Mesmo com a aproximação do inverno, a médica veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental, ressalta que os cuidados não podem parar. “Não podemos baixar a guarda. Mesmo com a chegada do inverno, muitas regiões do Estado apresentam condição climática favorável para a proliferação do Aedes aegypti. Por isso, devemos nos manter alertas, eliminando todo e qualquer recipiente que possa acumular água”, afirma.

CUIDADOS
Orientações para evitar criadouros do mosquito transmissor da dengue: 
– Evitar o acúmulo de lixo e entulhos; 
– Deixar fechados sacolas e recipientes com lixo; 
– Manter as caixas d’água, galões, tonéis ou tambores sempre vedados; 
– Remover a sujeira das calhas e ralos; 
– Não deixar pneus com água e em lugares descobertos; 
– Deixar garrafas ou baldes com a boca para baixo; 
– Verificar bandejas de ar-condicionado e geladeiras mantendo-as limpas e sem água; 
– Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de flores e plantas; 
– Manter vasos sanitários sem uso fechados; 
– Tratar a água de piscinas e fontes uma vez por semana; 
– Esticar lonas para não formar poças; 
– Lavar os recipientes de água dos animais com esponja e sabão.

Saúde

Campanha nacional destaca a doação de sangue no inverno

Alô Paraná

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A mensagem da paciente, que frequenta o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) desde o primeiro ano de vida, contribui para reforçar o Dia Internacional do Doador de Sangue, celebrado nesta sexta-feira (14) e a Campanha Nacional Junho Vermelho, que destaca a importância da doação no inverno.

“Já recebi sangue de muita gente e sou imensamente grata por isso. Quando criança, fazia cartõezinhos com desenho de coração e deixava no Hemepar como forma de agradecimento. Por isso hoje torno pública minha carta”, conta Valéria, que também mantém um canal na rede social onde fala sobre o tema, destacando a doação como um ato de amor ao próximo.

O Hemepar atende uma média de 743 pacientes ao dia em todo o Paraná, em 22 unidades. São pacientes que estão em tratamento planejado de doenças crônicas ou que precisam do sangue para intervenções pontuais, como cirurgias urgentes. O sangue também é vital para tratar feridos em emergências.

INVERNO – A Campanha Nacional Junho Vermelho tem como foco a importância da doação durante o inverno porque, com a chegada do frio, as doações costumam diminuir. A diretora-geral do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza, explica que isso acontece em função das gripes, dificuldades de locomoção (devido a chuvas) e também pelo período de férias escolares. “Por isso nosso apelo para que os voluntários continuem com as doações em todo o estado, e a todos o nosso agradecimento antecipado neste dia 14 de junho”, afirma.

Hoje o Hemepar recebe em média 800 doações por dia. Segundo a diretora o estoque ainda está dentro da normalidade e a quantidade é suficiente para atendimentos aos hospitais conveniados. Liana Souza lembra que apenas uma doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas. “Não existe substituto para o sangue e por isso a importância de se manter o estoque sempre abastecido em todos os períodos do ano”.

PROCESSO – Cada bolsa coletada passa por processamentos que separam os componentes do sangue: hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado (fonte concentrada de proteínas plasmáticas insolúveis à baixa temperatura). “Os pedidos de bolsas de sangue chegam ao Centro de Hematologia via hospitais contratualizados. A Hemorrede tem equipe treinada para avaliação da demanda, separação do sangue, liberação e transporte. Este processo é muito importante, pois devemos manter a qualidade do hemocomponente para o paciente”, explica a diretora.

Os hospitais cumprem protocolos para essas demandas, pois os componentes têm prazo de validade diferentes, de acordo com a solução preservadora utilizada. As plaquetas, por exemplo, têm validade de 5 dias, já as hemácias podem ter validade de até 42 dias.

HOSPITAIS – O Hemepar é responsável por 93% do estoque da rede pública de sangue, abastecendo 375 hospitais no Paraná. Do total de doadores, 45% são do sexo masculino e 38% do feminino. O maior percentual está na faixa etária acima de 29 anos.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos, mas para os menores de 18 anos é necessário o consentimento e a presença dos responsáveis e, entre os de 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso ter peso mínimo de 51 quilos e estar bem de saúde. A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem, com intervalo entre as doações de no mínimo 60 dias; e de três para as mulheres, com intervalo entre as doações de no mínimo 90 dias.

Para a doação de sangue, os voluntários podem buscar um banco de sangue para verificar o horário de atendimento. É recomendado evitar comidas gordurosas por pelo menos 4 horas antes da coleta. “O procedimento dura em média 90 minutos, entre a recepção e a liberação para o lanche, e neste curto período o voluntário contribuirá para salvar muitas vidas”, lembra a diretora do Hemepar.

CAPTAÇÃO – O Hemepar faz atividades permanentes para captação de voluntários, como palestras de orientação sobre a importância da doação e critérios usados. Segundo a assistente social do Hemepar de Cascavel, Maria Luiza da Silva, a sensibilização maior acontece quando existe alguém na família que já precisou de sangue doado.

“Quem já sentiu o problema na pele reconhece a importância da doação. Notamos também, entre as características dos doadores, que filhos de pais voluntários acabam seguindo e adquirindo o mesmo comportamento”, complementa a assistente social.

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Saúde

Anvisa fará consultas públicas sobre regulamentar a Cannabis medicinal

Alô Paraná

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A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (11) a realização de duas consultas públicas relacionadas à regulamentação do cultivo controlado de Cannabis sativa para uso medicinal e científico e o registro de medicamentos produzidos com princípios ativos da planta. 

Uma das consultas vai tratar dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta por empresas farmacêuticas, única e exclusivamente para fins medicinais e científicos. A outra abordará os procedimentos para o registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base de Cannabis, seus derivados e análogos sintéticos.

As consultas serão abertas a contribuições de empresas, universidades, órgãos de governo e de defesa do consumidor, além de profissionais de saúde e da população em geral.

De acordo com a Anvisa, o objetivo da iniciativa é abrir espaço para que toda a sociedade opine sobre as normas brasileiras, para que a futura regulação “seja clara, transparente e feita com ampla participação social”, diz em nota.

Novas regras 

O atual processo regulatório para estabelecer os requisitos técnicos para o plantio controlado e monitorado de Cannabis teve início em 2017, quando foi criado um grupo técnico para discutir o assunto. O tema, segundo a Anvisa, é uma das prioridades da agência. 

As regras preveem o monitoramento e a rastreabilidade dos medicamentos, desde o produtor, passando pelo transportador e drogarias, até o paciente. “A regulação será rigorosa quanto à cadeia de produção, distribuição e consumo dos medicamentos produzidos”, diz a Anvisa.

As normas serão aplicáveis apenas a medicamentos cuja indicação terapêutica seja restrita a pacientes com doenças debilitantes graves ou que ameacem a vida e sem alternativa terapêutica.

Histórico

A importação de medicamentos à base de canabidiol e outros canabinóides para uso pessoal é permitida pela Anvisa desde 2015. A regulação vigente define os critérios e os procedimentos para a importação, em caráter de excepcionalidade, de produtos à base de canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde. 

Em 2017, a Anvisa também concedeu o registro ao medicamento específico Mevatyl, primeiro registrado no país à base de Cannabis sativa

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Saúde

Hospital do Sudoeste fará mutirão de catarata

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O Hospital Regional do Sudoeste, de Francisco Beltrão, vai promover no final deste mês um mutirão de procedimentos de oftalmologia, o que significa fazer 700 cirurgias de catarata e pterígio (crescimento benigno de tecido na córnea do olho), atendendo demanda dos 27 municípios incluídos na 8ª Regional de Saúde. O investimento total é de R$ 800 mil.

“Pretendemos investir nesse tipo de ação com mais frequência, para diminuir as filas de espera e oferecer melhor qualidade de vida a todos os paranaenses”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Segundo a diretora-geral do Hospital do Sudoeste, Cintia Ramos, estuda-se a realização de um mutirão também para os municípios da 7ª Regional.

Já foi assinado termo de cooperação entre o hospital, que vai fornecer material e insumos para os procedimentos, e a Associação Regional de Saúde do Sudoeste, responsável pelo pagamento dos honorários médicos. A ação está em consonância com a portaria ministerial do Mutirão de Eletivas.

Do total de cirurgias, 600 procedimentos serão de catarata (a cirurgia é a única forma de tratar a doença) e os outros 100 de pterígio .

As cirurgias serão nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho, no próprio hospital, que é administrado pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), ligada a Secretaria de Estado da Saúde.

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