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Paraná

Onça-parda é salva no Paraná após atropelamento

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Alexandre Marchetti / Itaipu Bin

Uma onça-parda foi resgatada em Foz do Iguaçu, no Paraná, após ser encontrada desacordada na beira da estrada em situação precária, próximo à área de contenção do reservatório da hidrelétrica de Itaipu Binacional. De acordo com os veterinários, o animal foi vítima de atropelamento e tinha balas de chumbo pelo corpo, o que indica que foi alvejado por tiros há alguns meses.

Segundo o médico veterinário da equipe de Itaipu, Pedro Teles, especialista em animais silvestres, a onça encontrada é macho, com aproximadamente dois anos de idade e encontra-se na “fase de dispersão”, quando o animal se separa da mãe e precisa encontrar um território para se fixar. “Nessa idade é comum acontecer conflito com o homem, seja por atropelamento em rodovias, seja pela caça”, explica.

O resgate foi feito pela Polícia Ambiental do Paraná e a onça foi encaminhada para o hospital veterinário do Refúgio Bela Vista. Segundo Teles, o animal é da espécie Puma concolor, comum em todos os biomas brasileiros, e conhecida por nomes como suçuarana e onça-parda.

Alexandre Marchetti / Itaipu Bin

“O animal chegou até a gente em coma, sem precisar ter sido sedado, por isso já percebemos que ele havia sofrido um traumatismo craniano, ele também tinha um dos caninos fraturados e um corte no lábio que já mostrava que tinha batido com a cabeça”, conta.

Depois a equipe percebeu que a onça também tinha a pata traseira gravemente fraturada e mantinha mais de cinco projéteis de chumbo espalhados pelo corpo. “Os tiros já estavam cicatrizados, ou seja, ele havia sido alvejado há pelo menos 3 meses, e a gente só pôde perceber pela radiografia”, explica o veterinário.

Após tratamento intensivo, o animal saiu do coma e passou por uma cirurgia de mais de cinco horas para recuperar o fêmur traseiro, que recebeu 2 placas metálicas, um pino e 36 parafusos. A equipe do refúgio Bela Vista não sabia se a onça sobreviveria pela gravidade dos ferimentos, mas agora avalia uma readequação do espaço de confinamento, já que o animal começa a recuperar os movimentos.

Segundo Pedro Teles, a intenção é que o animal seja reintegrado à Mata Atlântica, na região em que foi encontrado, mas, para isso, precisará passar por mais avaliações. Também será necessária autorização dos órgãos ambientais competentes.

“Esse é um animal importante para o equilíbrio ecológico, por que é um dos animais responsáveis pelo controle de outras espécies como capivaras, quatis e cachorros do mato, além de ser um sinalizador d

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Paraná

Defesa Civil orienta para possível situação de emergência por causa da dengue no Paraná

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A Defesa Civil realizou nesta quarta-feira (22) videoconferência sobre a instalação de gabinetes de crise e decretação de situação de emergência para representantes de municípios de todas as regiões do Paraná. Foi na sede da Secretaria da Saúde do Paraná, como parte das ações do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue.

As informações foram transmitidas para as 22 Regionais Estaduais de Saúde, que convidaram gestores municipais, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para participar do evento. “Diante da situação de epidemia de dengue, com 7.618 casos confirmados da doença neste período, os gestores devem estar preparados sobre como e quando decretar situação de emergência. Caso a situação fique ainda mais grave, os gestores devem estar informados para enfrentarem o problema de forma organizada”, explica o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel do Corpo de Bombeiros Samuel Prestes, informou que existem normas e protocolos indicados pela Secretaria de Defesa Nacional, e que se os pedidos ocorrerem deverão ser avaliados diante do número de casos confirmados e da evolução da situação de emergência.

“Existe um rol de documentos e de providências que devem ser tomadas para que o recurso de decretação de situação de emergência possa chegar. É preciso comprovar que os municípios extrapolaram sua capacidade de resposta diante do problema. Então é muito importante que os gestores conheçam as formas legais e legislativas para que não haja questionamento posterior junto a tribunais de contas”, disse o coordenador.

DECRETO – O decreto de situação de emergência deve ser assinado pelo governador, reconhecido pelo governo federal, e tem a duração de 180 dias. “A partir da oficialização deste documento, os municípios têm direito a recursos, diante das esferas governamentais, que podem ser carreados com mais facilidade para o enfrentamento da situação. São parâmetros parecidos para todos os tipos de situações, como desastres naturais, calamidades, enchentes, vendavais, inundações”, informou o coronel Prestes.

A coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria estadual, Ivana Belmonte, reforçou que a situação de cada município do Estado está sendo acompanhada pelas Regionais de Saúde e que se os pedidos de decreto chegarem até o Governo Estadual serão rigorosamente avaliados. “A incidência epidêmica não é fator determinante para este tipo de decreto. Devem ser avaliadas todas as possibilidades assistenciais de cada cidade”, complementou.

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Litoral

Litoral do PR terá shows de Alexandre Pires e Eduardo Costa nesta sexta

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A mistura de ritmos de Alexandre Pires e as modas sertanejas apaixonadas de Eduardo Costa encerram a programação musical do Palco Verão Maior, nesta sexta-feira (24). Os shows são gratuitos e fazem parte da programação cultural promovida pelo Governo do Estado em parceria com a Renault do Brasil.

Alexandre Pires, ex-líder do Só Pra Contrariar, comanda o palco em Matinhos e vai cantar para cerca de 20 mil pessoas. O show se chama O Baile do Nêgo Véio e reúne hits próprios e de bandas de pagode e samba dos anos 1990 como Domingo, Adoro Amar Você e Marrom Bombom.

Eduardo Costa encerra a programação de Guaratuba com sucessos da carreira como Olha Ela Aí, Coração Pirata e Sapequinha. A arena da cidade tem capacidade para 8 mil pessoas. O cantor mineiro chega ao Litoral depois de gravar um show para o seu quinto DVD, nesta quinta-feira (23), em Curitiba.

As pulseirinhas para o show em Guaratuba já estão esgotadas. Para o show de Matinhos ainda há distribuição em pontos específicos da praia. Os ingressos deverão ser trocados com antecedência nos postos autorizados. Serão restringidas duas entradas por CPF.

SEGURANÇA – A Polícia Civil estará presente no Parque de Eventos, em Guaratuba, com uma delegacia móvel. Os policiais trabalharão durante todo o show para registrar boletins de ocorrência, flagrantes e prestar auxílio à população. A Polícia Militar estará presente nos dois shows com módulos móveis, viaturas e motocicletas.

PALCO VERÃO MAIOR – A programação cultural de janeiro nas praias do Paraná contou com shows de Jerry Smith, César Menotti e Fabiano, Michel Teló, Pedro Paulo e Alex, e Edson e Hudson. Mais de 80 mil pessoas frequentaram os palcos nas últimas três sextas-feiras.

VERÃO MAIOR – O Verão Maior é uma ação integrada do Governo do Estado em parceria com os municípios do Litoral, das praias de água doce no Noroeste e Oeste do Paraná. Na região de Porto Rico e na Costa Oeste (municípios lindeiros) também são desenvolvidas ações do projeto. Serão, ao todo, 74 dias de atividades esportivas, culturais e de cidadania.

Programação de Matinhos

24/01 (sexta-feira) – Alexandre Pires

Local do show: Centro de Eventos da Rotatória de Matinhos – Av. Paranaguá com a Av. Brasil.

Pontos de entrega de ingressos:

Casa da Cultura (Rua Albano Müller, 111)

Ginásio Vicente Gurski (Avenida JK de Oliveira)

Centro de Eventos Rotatória (Av. Paranaguá com a Av. Brasil)

Balneário Gaivotas (quadra de esportes – Av. Paranaguá esquina com a rua Padre Osvaldo Gomes)

Programação de Guaratuba

24/01 (sexta-feira) – Eduardo Costa

Local do show: Parque de Eventos de Guaratuba – Rua Antonio Rocha N° 480

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Paraná

Casos de dengue aumentam quase 5.000% em relação ao ano passado no Paraná

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O boletim semanal divulgado nesta terça-feira (21) pela Secretaria de Estado da Saúde registra 7.618 casos confirmados de dengue no Paraná – 1.550 a mais do que na publicação anterior (6.068 casos), um aumento de 25,54%. Os números referem-se ao acumulado desde agosto de 2019. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento chega a 4.846%. Foram 154 confirmações em 2018.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o Paraná está combatendo a doença com o envolvimento dos órgãos e secretarias do Governo, por meio do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue, que desenvolve ações em todos os municípios.

“São atividades de orientações sobre as medidas preventivas para a dengue e de remoção técnica dos criadouros do mosquito transmissor da doença. Sabemos que a eliminação dos criadouros é a forma mais eficaz de reduzir os casos de dengue e contamos com a participação da população neste combate. A dengue mata e cerca de 80% dos focos estão nos domicílios”, destacou o secretário.

Ainda segundo o balanço oficial, são 24 municípios em situação de epidemia, dois a mais do que a semana passada: Bandeirantes (região Norte) e Ivaiporã (Vale do Ivaí). Os outros municípios que já haviam atingido este patamar são Braganey, Juranda, Nova Cantu, Peabiru, Quinta do Sol, Douradina, Diamante do Norte, Guairaçá, Inajá, Paraíso do Norte, Paranavaí, Santa Isabel do Ivaí, Tamboara, Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Paranacity. Uniflor, Florestópolis, Sertaneja, Guairá.

Outros 27 municípios estão em situação de alertar para a dengue e, juntos, somam 990 casos autóctones, quando a pessoa não contraiu a doença na cidade onde vive.

Apresentam casos de dengue grave, com pacientes em tratamento, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Nova Cantu, Quinta do Sol, Cianorte, Colorado, Santa Fé, Florestópolis, Ibiporã, Londrina, Porecatu, Cornélio Procópio e Sertaneja.

As cidades com maior número de casos confirmados são Inajá (577); Nova Cantu (569); Paranavaí (549) e Quinta do Sol (440).

GABINETES DE CRISE 

Nesta quarta-feira (22), o Comitê Intersetorial da Dengue promove videoconferência sobre a instalação e o funcionamento de gabinetes para situação de emergência. Será na sede da secretaria, com transmissão para as 22 Regionais de Saúde Estado, que convidaram prefeitos e representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para o encontro. O capitão Romero Nunes Filho, chefe da Divisão de Gestão de Desastres da Defesa Civil estadual, vai abordar o tema, com informações sobre quando e como os municípios devem decretar situação de emergência.

ALCANCE 

A importância do envolvimento da população na eliminação dos criadouros do mosquito da dengue foi um dos temas da palestra do secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, nesta terça-feira (21), na sede do Senac, em Curitiba. Em videoconferência para mais de 30 unidades, cujo alcance foi de cerca de 10 mil pessoas, alunos de cursos técnicos de saúde da entidade e colaboradores receberam orientações sobre os perigos da doença e formas de prevenção.

“Temos que falar com as pessoas em todos os lugares e ocasiões sobre o problema da dengue. É muito importante que a gente consiga eliminar os focos e, por isso, a participação e o engajamento de todos os paranaenses é essencial neste momento”, disse Beto Preto.

O secretário ressaltou a missão do Estado de mobilizar todos os setores da sociedade. “Estamos falando de uma doença que podemos prevenir. É na mobilização técnica, de campo, com um olhar diferenciado sobre possíveis focos. Precisamos esmiuçar qualquer local onde pode ter água parada”, ressaltou.

TRABALHO DE CAMPO
Além de chamar a atenção sobre o preocupante cenário de epidemia em 24 municípios paranaenses, Beto Preto destacou ainda os mutirões em localidades mais críticas têm ajudado a diminuir os índices de infestação. “Temos atuado fortemente, com equipes do Estado, dos municípios, e isso tem reduzido os focos em algumas cidades. Temos que continuar com os arrastões, porque somente assim teremos resultados positivos nesta verdadeira guerra”, afirmou.

As características e hábitos do mosquito da dengue também foram apresentados no encontro, como a capacidade de autonomia de deslocamento de até cinco quilômetros, a possibilidade de reprodução em água suja e voo em silêncio. “O mosquito tem um jeito muito próprio e por isso mesmo temos que saber exatamente como ele se comporta. Inclusive é resiste a produtos químicos. Por isso, a melhor forma de combate é a eliminação de criadouros”, ressaltou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte.

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