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Ford apresenta os novos Mustang Shelby GT500, Explorer e Police Interceptor Híbrido em Detroit

Alô Paraná

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A Ford lança três grandes novidades no Salão de Detroit, que abre para o público de 19 a 27 de janeiro, nos EUA. Além do novo Shelby GT500, um dos lançamentos mais aguardados pelos fãs de supercarros, estão sendo revelados no evento a nova linha 2020 do Explorer, o SUV mais vendido da América, e o Police Interceptor Utility, utilitário híbrido de uso policial, segmento amplamente dominado pela marca no mercado norte-americano.

O Shelby GT500, com mais de 700 cavalos de potência, faz jus à herança da grife Shelby. Ele tem a aceleração mais rápida e a tecnologia mais avançada voltada à performance já oferecida até hoje em um Mustang homologado para as ruas.

“Carroll Shelby estava sempre trabalhando no próximo carro mais rápido que levaria a sua assinatura. Acho que ele adoraria esse Mustang mais do que qualquer outro”, disse Jim Farley, presidente de mercados globais da Ford. “O novo Shelby GT500 é um projeto primoroso que vai surpreender os proprietários de supercarros com sua tecnologia desenvolvida pela Ford Performance para as pistas, com motor supercharged e força visceral.”

O novo Shelby GT500 chega ao mercado norte-americano no segundo semestre, juntando-se ao Shelby GT350 para atuar em diferentes segmentos. Com potência de mais de 700 cavalos e sua primeira transmissão de dupla embreagem, ele oferece excelente desempenho em linha reta para as corridas de arrancada (drag). Nas pistas sua performance é ainda melhor, graças ao chassi projetado para competição, com pneus Michelin personalizados e freios com os maiores rotores dianteiros já oferecidos em um cupê esportivo americano. Nas ruas, seu design aerodinâmico desafiador e as tecnologias de controle de direção da Ford Performance contribuem para tornar cada momento ao volante ainda mais empolgante.

Carro de série mais potente da marca

Para tornar o novo Shelby GT500 o Mustang de rua mais rápido de todos os tempos, a Ford Performance criou um conjunto de motorização exclusivo que atinge novos níveis de potência e torque.

“Com sua motorização de supercarro, o novo Shelby GT500 leva o Mustang de sexta geração a um nível de desempenho antes reservado somente a veículos fora de série”, disse Hermann Salenbauch, diretor global de programas de veículos da Ford Performance. “Como um Mustang, ele tem de ser capaz de competir com categorias superiores de preço. Por isso, criamos um novo padrão entre os carros de performance americanos, com o motor V8 de rua mais potente já produzido, além de uma transmissão que tem as trocas mais rápidas já oferecidas na linha para o máximo de precisão e velocidade.”

O Shelby GT500 é equipado com um motor 5.2 supercharged de liga de alumínio, montado à mão. Para manter o ar de admissão mais frio e obter um centro de gravidade mais baixo, a equipe inverteu um compressor de 2,65 litros com intercooler ar-líquido, engenhosamente instalado no vão do motor V8.

Como no Shelby GT350, seu bloco de liga de alumínio tem camisas de cilindro de peso reduzido e cabeçote de alumínio de alto fluxo, além de bielas forjadas maiores, sistema de lubrificação e dutos de resfriamento aprimorados. O cárter estrutural adiciona robustez ao conjunto e reduz vibrações, com um sistema de circulação ativo patenteado para manter o óleo onde ele é necessário.

Para levar a potência e o torque ao exclusivo eixo de transmissão de fibra de carbono, a Ford Performance usou o conhecimento de calibração do sistema de dupla embreagem do Ford GT. A equipe escolheu uma transmissão de dupla embreagem TREMEC de 7 velocidades, capaz de fazer mudanças em menos de 100 milissegundos – muito mais rápida que qualquer caixa manual. Essa transmissão de dupla embreagem é projetada para operar com vários modos de direção, incluindo normal, chuva, esporte, arrancada e pista, além de recursos como o bloqueio das rodas dianteiras para aquecimento dos pneus traseiros (line-lock) e controle de arrancada por meio do sistema Track Apps.

Performance evoluída a partir do Ford GT e Mustang GT4

Para embalar a potência e o torque do Mustang mais poderoso já produzido para as ruas, a Ford Performance desenvolveu uma tecnologia de chassis ativo de ponta, com pneus Michelin e freios Brembo.

O Shelby GT500 conta com uma geometria de suspensão revisada, nova direção com assistência eletrônica e molas helicoidais dianteiras e traseiras de baixo peso. Além de suspensão ativa MagneRide de última geração, ele conta com as tecnologias mais avançadas de modos de direção da Ford Performance. O resultado é a maior aceleração lateral já alcançada em um Mustang, para melhor desempenho nas pistas e controle do motorista.

Para despejar toda essa potência no asfalto são usados dois tipos de pneus Michelin, com compostos e bandas de rodagem especiais: Pilot Sport 4S, personalizados da Ford Performance, e Pilot Sport Cup 2. O poder de frenagem é garantido por discos duplos de freio de 420 mm – os maiores de todos os cupês esportivos norte-americanos –, com pinças Brembo maiores e mais rígidas, de seis pistões. Com área de varredura 20% maior que a do Shelby GT350, esses freios têm mais de 30% de massa térmica adicional nas rodas dianteiras.

O novo Shelby GT500 conta com dois pacotes de opcionais voltados à performance. O “Handling Package” inclui suportes ajustáveis de montagem dos amortecedores e spoiler com aba “Gurney”. Para os fãs mais extremos, há o “Carbon Fiber Track Packege”, com rodas de fibra de carbono aparente de 20 polegadas, rodas traseiras meia polegada mais largas (11,5 polegadas), pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 personalizados, aerofólio ajustável GT4 e divisor de fibra de carbono aparente. O banco traseiro é eliminado para reduzir o peso.

Design funcional e desafiador da Ford Performance
O Shelby GT500 2020 tem um visual funcional e empolgante que transmite a sua capacidade dinâmica, desenvolvido por uma equipe multifuncional de designers, engenheiros da Ford Performance e colaboradores do automobilismo esportivo.

“Desde a grade dianteira dupla, com um fluxo de ar de resfriamento 50% maior que o do Shelby GT350, até os componentes aerodinâmicos e de força descendente mais avançados que já oferecemos, cada milímetro do Shelby GT500 tem como objetivo melhorar o desempenho”, disse Melvin Betancourt, gerente de design da Ford.

A grade com aberturas grandes e o capô musculoso contribuem para o design aerodinâmico e agressivo do Shelby GT500, inspirado nos modernos caças a jato. Os para-lamas dianteiros mais largos, com rodas especiais de 20×11 polegadas, são proporcionalmente alinhados aos para-lamas traseiros, que alojam rodas de 20×11,5 polegadas. O novo spoiler traseiro e o difusor traseiro feito com novos materiais compostos contribuem para melhorar o gerenciamento térmico.

A equipe utilizou o centro técnico da Ford na Carolina do Norte e o seu túnel de vento – onde as equipes de corrida de topo fazem testes – para aperfeiçoar o design do Shelby GT500. Suas aberturas dianteiras são duas vezes maiores comparadas às do Shelby GT350 e há também seis trocadores de calor para aumentar o fluxo de ar em mais de 50%. O grande respirador no capô com aletas, de 31×28 polegadas, conta com uma bandeja de chuva removível de alumínio para melhorar a extração de ar e aumentar a força descendente.

Qualidade, tecnologia e conforto do motorista

O cockpit do Shelby GT500 foi projetado especialmente com materiais premium inspirados nas competições e acabamento exclusivo, dignos do seu prestígio mundial. Seus detalhes de alta classe incluem um aplique de fibra de carbono exposta no painel de instrumentos e paineis de porta com inserções de camurça Dark Slate Miko de costura aparente. Os bancos de corrida Recaro com apoio lateral firme e passagem para ancoragens de segurança oferecem o mais alto nível de desempenho. Para os que procuram ainda mais conforto, são disponíveis bancos com ajuste elétrico e apliques de camurça Miko.

O novo Shelby GT500 tem painel de instrumentos com tela colorida de 12 polegadas e sistema de áudio premium de alto desempenho da B&O Play, opcional, com 12 alto-falantes. Tudo isso é controlado por meio da tela sensível ao toque de 8 polegadas da central multimídia SYNC 3, com rádio por satélite Sirius XM e serviço de conectividade FordPass Connect.

As novas cores do Shelby GT500 2020 incluem vermelho Hot, laranja Twister e prata Iconic, que também podem ser acompanhadas de listras esportivas.

Legado Shelby de alto desempenho
O piloto e empresário americano Carroll Shelby criou a reputação de transformar o Ford Mustang em máquinas de corrida. Em 1967, ele levou seu lendário Mustang GT350 a um nível ainda mais alto, produzindo o Shelby GT500 de primeira geração com um motor V8 modificado de 428 polegadas cúbicas, inspirado pela vitória do seu time com triplo pódio em Le Mans.

Carroll Shelby chamou o Shelby GT500 original de “o primeiro carro de verdade do qual eu estou realmente orgulhoso”. Hoje, esse legado continua com o Mustang Shelby GT500 2020 de terceira geração – o Mustang mais poderoso e avançado de todos os tempos.

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Ford apresenta nova série especial do GT para as 24 Horas de Le Mans

Alô Paraná

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A Ford apresentou a nova série especial formada pelos quatro GTs que vão correr nas 24 Horas de Le Mans, a prova de resistência mais famosa do mundo, em 15 e 16 de junho, pela equipe Ford Chip Ganassi Racing. Cada carro exibe cores diferentes para celebrar as vitórias históricas da marca no Circuito de La Sarthe, nos anos 60 e na atual década.

Esta é a última corrida do Ford GT em Le Mans dentro do programa atual de competição da fábrica, fechando mais um grande capítulo da Ford no emblemático circuito francês.

“Em 2016, a Ford retornou a Le Mans para marcar o 50º aniversário da nossa incrível vitória em 1966. E comemoramos da melhor maneira possível, vencendo a corrida”, disse Bill Ford, presidente executivo da Ford. “Estar no pódio representando todos os nossos empregados foi um momento de orgulho para mim e quero voltar a Le Mans este ano para apoiar a equipe”.

Além dos quatro carros de fábrica, haverá um quinto Ford GT na prova, correndo na categoria GTE Am pela equipe Keating Motorsports.

O Ford GT 66 preto com faixas brancas, pilotado pelo alemão Stefan Mücke, o francês Olivier Pla e o americano Billy Johnson, é inspirado no Ford GT40 de Bruce McLaren e Chris Amon que venceu Le Mans em 1966. O Ford GT 67 vermelho e branco pilotado pelos britânicos Andy Priaulx e Harry Tincknell e o americano Jonathan Bomarito lembra o Ford GT40 de Dan Gurney e A.J. Foyt, campeão de Le Mans em 1967.

O Ford GT 68, vencedor de Le Mans em 2016 – campeão mais recente da marca –, repete as cores azul, vermelho e branco com as quais recebeu a bandeirada quadriculada e o mesmo trio de pilotos: o alemão Dirk Müller, o americano Joey Hand e o francês Sebastien Bourdais.

O Ford GT 69 branco com faixas vermelhas, pilotado pelo neozelandês Scott Dixon, o australiano Ryan Briscoe e o britânico Richard Westbrook, remete ao design do Ford GT40 que foi vice-campeão no glorioso triplo pódio da Ford em Le Mans em 1966 (1º, 2º e 3º).

O Ford GT 85 da equipe Keating Motorsports segue o mesmo estilo dos quatro carros de fábrica, mas com as cores do seu patrocinador, a Wynn’s. No cockpit, ele terá o piloto brasileiro Felipe Braga, o norte-americano Ben Keating e o holandês Jeroen Bleekemolen.

“O Ford GT foi criado para trazer a Ford de volta ao mundo das corridas de endurance e o programa foi um sucesso”, diz Mark Rushbrook, diretor global da Ford Performance Motorsports. “Le Mans não é o fim do programa, pois temos ainda outras corridas do Campeonato IMSA em 2019.”

Os fãs poderão acompanhar as 24 Horas de Le Mans ao vivo, de dentro do cockpit dos Ford GTs, por meio da transmissão que será feita pela Ford.

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Gás natural veicular mantém competitividade no Paraná

Alô Paraná

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Economia na hora de abastecer e menos poluição lançada no meio ambiente. Estas são as principais vantagens para quem usa o Gás Natural Veicular (GNV) no Paraná. Mesmo com as altas recentes no preço de todos os combustíveis, o GNV conta com uma competitividade de cerca de 40% em relação ao etanol e à gasolina.

“A procura pelo GNV nos postos continua crescente. No primeiro trimestre do ano, o volume de gás natural veicular comercializado no Estado cresceu 11% e a frota paranaense com GNV alcançou a marca de 37 mil veículos”, destaca o gerente comercial da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Mauro Melara.

Com o objetivo de comprovar as vantagens, em especial a economia do GNV em relação aos combustíveis líquidos, desde o final do ano passado a Compagas conduz um projeto-piloto em conjunto com a Secretaria de Estado da Administração e da Previdência e com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Dois veículos de cada instituição foram convertidos para o uso do GNV e os primeiros resultados já são positivos. De novembro de 2018 a março de 2019, os veículos da Sanepar com GNV chegaram a proporcionar uma redução de 62% no custo do abastecimento.

No período, também foi possível fazer uma avaliação em relação à emissão de CO2 – os veículos com GNV reduziram em 42,32% a emissão de gases de efeito estufa em comparação com os carros que utilizam gasolina. O projeto, que tem duração de 12 meses, busca consolidar o uso de um combustível mais sustentável e econômico também para as frotas públicas.

“O GNV é menos poluente e rende mais que os combustíveis líquidos, o que se reflete na redução de custos, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável. Por isso, esse projeto é fundamental para consolidar o papel estratégico do gás natural como fonte de energia e como indutor do desenvolvimento do Estado”, explica Melara.

Veículos com GNV chegam a rodar quase o dobro em comparação ao etanol – em média 13,2 quilômetros por metro cúbico, enquanto com a gasolina o carro faz 10,7 quilômetros por litro e com o etanol, 7,5 quilômetros por litro. “Atualmente, a economia com o GNV é de cerca de 40%, porém, de acordo com os preços dos combustíveis, pode superar os 50%. Sem contar o desconto no IPVA – o custo do imposto é de 1% sobre o valor do veículo, contra os 3,5% do valor sobre os automóveis movidos a gasolina e/ou etanol”, afirma Melara.

Segundo a Compagas, qualquer veículo pode ser convertido para o uso do GNV – o custo é de R$ 4 mil. Para garantir a segurança no uso do combustível, é preciso fazer a conversão em oficinas credenciadas pelo Inmetro – são 17 em todo Paraná.

Concessionária responsável pela distribuição do gás natural no Paraná, a Compagas fornece o combustível canalizado a 35 postos revendedores de GNV, localizados nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Colombo, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais, além de um em Londrina, que comercializa o gás fornecido pela GasLocal.

COMPAGAS – Concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Paraná. Empresa de economia mista, tem como acionista majoritária a Companhia Paranaense de Energia (Copel), com 51% das ações, a Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 24,5%.

Em março de 2000, a empresa passou a ser a primeira distribuidora do Sul do país a fornecer o gás natural aos seus clientes, com a inauguração do ramal sul do gasoduto Bolívia – Brasil (Gasbol).

Atualmente, conta com mais de 45 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica e está presente em 17 municípios: Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Colombo, Quatro Barras, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Campina Grande do Sul, Paranaguá, Londrina, Carambeí, Castro e Arapoti.

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Paraná se prepara para o crescimento do uso de carros elétricos

Alô Paraná

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O Paraná prepara o terreno para ingressar com mais vigor na tendência global de crescimento do uso de veículos elétricos. A estratégia é diretamente alinhada a uma política de desenvolvimento sustentável. Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Estado passará a adotar o ritmo dos países europeus nessa matéria. “Estamos trabalhando antenados ao que o mundo vem fazendo. As soluções sustentáveis partem de carros que poluem menos”, defende.

Atualmente, o Paraná tem 275 veículos elétricos, o que representa 0,003% de uma frota de 7.237.593 carros, motocicletas, ônibus e caminhões, e ainda é dependente dos veículos movidos a combustíveis fósseis. Os dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) mostram que a maioria esmagadora dos veículos elétricos do Estado se concentra em Foz do Iguaçu (80) e Curitiba (73). Eles estão presentes em apenas 31 cidades, o que representa 7,7% das 399 do Estado.

Os números ainda são tímidos, mas tudo indica que a realidade está prestes a se transformar. O Paraná adota políticas de incentivo, busca a ampliação do programa Smart Energy (vinculado ao Tecpar), parcerias com o setor privado e o fortalecimento da eletrovia da Copel, que corta o Estado de Leste a Oeste via BR-277.

INCENTIVO – Com o intuito de incentivar a aquisição, as metas de sustentabilidade ambiental do Acordo de Paris e a geração de novas tecnologias na área, o governador apresentou um projeto de lei propondo zerar a alíquota do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) e uma sugestão ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para tirar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a compra dos veículos elétricos.

Ao mesmo tempo, a Copel simula a adesão de novos consumidores e garante que consegue atender um incremento repentino de até 700% nesse mercado. A companhia concentra recursos para se tornar protagonista dessa onda com a sua capacidade elétrica instalada.

“Estamos prontos para acompanhar essa evolução. Temos cenários hipotéticos e grande preocupação preventiva, para que energia não seja um gargalo do desenvolvimento”, afirma Julio Omori, superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da Copel. “Se essa possibilidade despontar, estamos preparados”.

A popularização dos veículos elétricos congrega justamente uma rede capaz de suprir a demanda, aumento de circulação dos veículos e políticas de incentivo que espelham as melhores iniciativas da União Europeia e barateiam os custos. “Esses carros têm energia limpa, não têm ruído e facilitam a vida urbana. É uma tecnologia adotada em muitos países e o Paraná volta a ter uma energia verde. É um ciclo para ter uma frota mais consistente”, completa Mauro Monteiro, Diretor de Operações do Detran-PR.

PAPEL DO TECPAR – O Instituto de Tecnologia do Paraná estabeleceu parcerias para promover estudos sobre uso dos veículos elétricos. “Estamos em constante desenvolvimento, certificação da cadeia de eletropostos, dimensionamento dessa otimização de distribuição”, comenta Rafael Rodrigues, Diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Tecpar.

“Recentemente fechamos acordos de cooperação com o Sistema Fiep, o Senai e a Renault para explorar a cadeia produtiva de biocombustíveis e geração distribuída, além dos dados dos veículos elétricos”, explica.

O projeto Smart Energy, incubado no Tecpar, tem como membros da governança representantes de secretarias estaduais, de empresas públicas, universidades estaduais e federais, Itaipu Binacional, Federação das Indústrias Paraná (Fiep).

O projeto tem como missão desenvolver as competências locais em energias renováveis e sensibilizar a sociedade para o uso consciente da produção de energia limpa.

PLATAFORMA – Como parte da estratégia de estar alinhado às últimas tendências na área de tecnologia e inovação, o Tecpar também firmou parceria com a Renault para disponibilizar ao instituto a plataforma do Twizy, veículo elétrico produzido pela montadora.

Com a plataforma e os dados abertos do protótipo disponibilizado pela montadora, pesquisadores do instituto podem desenvolver novos estudos para criarem novos veículos elétricos, com proposta de transformar o Estado no mais inovador do País.

DESAFIOS – Como desafios, além da necessidade de popularizar a tecnologia, estão empecilhos logísticos e legais. Segundo Rafael Rodrigues, um entrave é o arcabouço legal. “A Aneel ainda não dá segurança institucional para o investidor entrar de cabeça no processo produtivo dos eletropostos. Ainda faltam grandes players, fabricantes nacionais. É preciso vencer essa parte regulatória. É preciso demonstrar para o usuário que esse sistema existe e funciona. Infraestrutura é fundamental”, afirma.

O Paraná também precisa aumentar o número de eletropostos conforme cresce a demanda. Atualmente são 18 eletropostos nas cidades e 12 na BR-277 (eletrovia). Curitiba tem 13, Maringá dois, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel com um cada. Só Londres, por exemplo, conta com 800 pontos de recarga. Em Portugal, com tamanho inferior ao Paraná, há 500.

Brasil tem ecossistema favorável, diz diretora da ABVE

A diretora de Veículos Leves da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) e diretora da Renault do Paraná, Sílvia Barcik, lembra que a onda de carros elétricos leva em consideração que o País tem um ecossistema altamente favorável. “O Brasil produz 85% de sua energia de fontes renováveis”, diz ela. Ela observa que o País espera que a capacidade de economia dos elétricos também impacte os consumidores. Um carro elétrico tem 40% a menos de manutenção e dá para rodar 300 quilômetros com R$ 40. O motor a combustão é menos eficiente, mesmo com álcool há perda de 70% com o aquecimento. O elétrico é o oposto, perde apenas 30% e usa 70%”, afirma Sílvia.

Produção de veículos aumentou 3.000%

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil tem 8.182 veículos elétricos, a maioria esmagadora em São Paulo (1.897). A frota total é de 103,38 milhões – elétricos representam apenas 0,007%.

Os veículos elétricos do País ainda são produzidos em fábricas no exterior, o que também encarece os custos. Em 2012 foram comercializados 117 em todo o país. No ano passado foram 3.970, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), aumento de mais de 3.000%. O número engloba elétricos puros e híbridos. As vendas têm aumentado de ano em ano e apenas em 2019 já somam 657.

O Brasil já percorreu importantes passos na direção dos veículos elétricos. Quando chegaram, os veículos recebiam taxação de 35% no imposto de importação, mais custos de PIS/Cofins, ICMS e IPI (25%). A tributação de importação caiu para 0% em 2018 e o IPI para 7%. A proposta sobre ICMS torna o Paraná pioneiro no País. Atualmente sete estados e 13 municípios isentam IPVA dos veículos elétricos.


Eletrovia paranaense é destaque no País

A maior eletrovia do Brasil, instalada no Paraná pela Copel em 2018, completou 330 recargas neste ano. São 730 quilômetros de extensão, ligando o Porto de Paranaguá às Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Foram consumidos 2.914 kWh, uma média de 8 kWh por recarga, a um custo aproximado de R$ 6,75 cada. Por ser um projeto de pesquisa, os motoristas não tiveram custo para abastecer. As estações são todas de carga rápida: leva entre meia e uma hora para carregar 80% da bateria da maioria dos carros elétricos, modelos que rodam de 150 a 300 quilômetros a cada carga. A Copel investiu R$ 5,5 milhões no projeto, com recursos de pesquisa e desenvolvimento.

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