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Paraná

Casos de dengue aumentam a cada semana no Paraná

Alô Paraná

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O boletim epidemiológico da dengue divulgado nesta terça-feira (08) pela Secretaria de Estado da Saúde apresenta 596 casos confirmados da doença no Paraná, 13,7% a mais que na semana anterior – são 72 novos casos. A publicação é referente ao período epidemiológico desde julho deste até julho de 2020.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, alerta que número de casos reforça a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue e que o apoio da população é fundamental neste momento para acabar com os criadouros do Aedes aegypti.

“Estamos bem próximos do verão, que além dos dias quentes traz também a chuva, e sabemos que esta associação é favorável à proliferação do mosquito. Mas se o ambiente estiver livre de recipientes que possam acumular água parada poderemos controlar a infestação. Por isso, o nosso apelo para que todos participem ativamente deste combate”, afirmou o secretário.

A dengue é a arbovirose mais prevalente no Estado. Pesquisa da Vigilância Ambiental da secretaria aponta que cerca de 73% dos criadouros do mosquito transmissor estão em imóveis residenciais e comerciais.

CONTROLE – O Paraná tem um Comitê Gestor Interinstitucional da Dengue, com a participação de 24 órgãos e entidades parceiras, e os Comitês Municipais, que abrangem 81% das cidades. Estes grupos discutem periodicamente a situação da dengue, monitoram e avaliam as ações e implantam medidas para o enfrentamento da doença no Estado.

A Secretaria de Saúde do Paraná orienta e presta assessoria técnica sobre manejo clínico de forma permanente a todos os municípios e promove capacitações e treinamentos para as equipes profissionais que atuam na Vigilância.

Recentemente, as ações aconteceram no município de Foz do Iguaçu, com orientações para manejo do uso de inseticidas com equipamento costal, e também em Tibagi, onde o curso foi ministrado para agentes comunitários.

Na segunda quinzena deste mês a Divisão de Vigilância Epidemiológica da secretaria promoverá oficina para profissionais que atuam nas Regionais de Saúde sobre as técnicas de monitoramento da dengue.

“Com estas ações o Governo, por meio da Secretaria da Saúde e dos municípios, promove de forma rotineira a vigilância da dengue, sensibilizando para a implementação e implantação de medidas preventivas em todo o Estado”, complementou o secretário Beto Preto.

No mês que vem, em 30 de novembro, será o Dia “D” da Dengue. O objetivo é promover uma grande mobilização social, com o objetivo de manter a população informada sobre os principais locais de proliferação do vetor, sinais e sintomas das arboviroses e situações de risco para a dengue. A ação contará com a participação dos municípios das 22 Regionais de Saúde do Paraná.

BOLETIM – O Boletim Semanal da Dengue informa que nesta semana são dois municípios em situação de epidemia para a dengue: Inajá e Santa Isabel do Ivaí, localizados na região de Paranavaí.

No mês passado, a Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da secretaria estadual ministrou capacitação e oficina sobre arboviroses na sede da 14ª Regional de Saúde de Paranavaí e também no município de Loanda, com participação de profissionais da área da saúde de todas as cidades vizinhas.

O informativo semanal aponta ainda dez municípios sem situação de alerta para a doença: Lindoeste, Juranda, Nova Cantu, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Floraí, Flórida, Florestópolis e Uraí.

Dos 596 casos confirmados nesta semana, 479 são autóctones, contraídos no município de residência, e 22 importados, que significa que as pessoas foram contaminadas fora da cidade onde moram. O Paraná totaliza 5.281 notificações para a dengue no informe divulgado nesta terça-feira (08).

Paraná

Principal criadouro do mosquito da dengue está nos domicílios no Paraná

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná divulgou nesta terça-feira (3) o Boletim Epidemiológico sobre a dengue no Paraná, com destaque para o Levantamento Rápido de Índices de Infestação nos municípios. O LIRA mostra a porcentagem entre o número de imóveis pesquisados e o de imóveis onde os criadouros do mosquito foram encontrados.

O levantamento mostra que 72,9% dos criadouros estão nos domicílios. Segundo o estudo, 43% dos criadouros foram localizados em recipientes plásticos, garrafas e latas, acumulados destampados nos quintais das residências e em entulhos de construção, caçambas e latas de tintas também deixadas abertas nos quintais.

Outros 23,5% estão nos depósitos de água a nível do solo e 22,6% estão nos pratinhos de vasos de plantas, recipientes de degelo de geladeiras, bebedouros, pequenas fontes ornamentais.

O estudo mostrou que 7,3% foram encontrados em pneus e 5,3% em tanques em obras, borracharias e hortas; calhas lajes e toldos em desníveis, ralos de sanitários em desuso, piscinas não tratadas, cacos de vidro em muros e floreiras e vasos nos cemitérios.

“Reforçamos a orientação de que as medidas de prevenção contra a dengue precisam ser adotadas por toda a população, pois o verão está chegando e os casos da doença podem aumentar. A participação da sociedade no combate ao mosquito da dengue é fundamental”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

“Podemos observar pelo LIRA que 72,9% dos criadouros estão nos domicílios, por isso a recomendação para que todos verifiquem em suas casas e eliminem os focos de água parada”, complementa a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria, Ivana Belmonte.

LIRA – O levantamento é realizado periodicamente pelos municípios, mas o levantamento realizado entre outubro e novembro serve de referência nacional. O estudo revelou que o município com maior índice de infestação predial do Aedes Aegypti é Ivatuba, na região Noroeste, com 10% – o que significa que em cada 100 imóveis pesquisados 10 estavam com criadouros.

Na sequência, estão os municípios de Morretes, com 8,3%; São Miguel do Iguaçu, com 6,6%; Quinta do Sol (6,1%), Santa Mariana (5,1%), Nova Esperança (4,9%), Munhoz de Melo (4,6%), Bela Vista do Paraíso (4,2%), Francisco Beltrão e Nova Prata do Iguaçu, com 4,1%, e Paranaguá, Itaipulândia, Campo Bonito e Jataizinho, com 4%.

O resultado geral do Paraná mostra que 55,6% dos municípios apontam índices abaixo de 1%, que segundo o Ministério da Saúde, ainda é considerado satisfatório. Neste patamar estão 222 municípios.

Outras 158 cidades (39,6% do total) registram de 1% a 3,9% e são considerados em alerta; e 14 municípios (3,5%) mostram alto potencial vetorial, com quantidade de criadouros suficientes para gerar epidemia.

CASOS – O boletim semanal da dengue registra 1.869 casos confirmados, 305 a mais que na semana anterior. Deste total, 1.480 são autóctones – contraídos no município de residência.

Também aumentaram os municípios em situação de alerta; eram dez e agora são doze. Cianorte e Doutor Camargo entraram para situação de alerta nesta semana.

Os outros municípios em alerta são Lindoeste, Juranda, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Flórida, Munhoz de Mello, Florestópolis, Leópolis e Uraí.

Em situação de epidemia estão oito municípios, um a mais que na semana anterior. Nova Cantu, Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Floraí, Uniflor e Colorado atingiram este patamar e somam 713 casos autóctones. O Paraná apresenta 12.254 notificações para a dengue do dia 28 de julho até agora.

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Cascavel

Família morre vítima de queda de avião em Cascavel

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Família estava voltando do litoral de Santa Catarina, onde passou o feriado. Foto: Reprodução

Quatro pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte na tarde de domingo (17), em Cascavel, no oeste do Paraná. O piloto, um médico e sua filha de 12 anos morreram no local. Uma mulher foi resgatada com vida, porém não resistiu aos ferimentos e morreu na noite desta segunda-feira (18).

O acidente aconteceu próximo de um aeroporto particular, onde o avião iria pousar. Na aeronave estavam o piloto Magnus Padilha, que morreu no local. Além do médico cardiologista e presidente do Cascavel Country Club, Eduardo Philipp e sua filha, Fernanda, de 12 anos, que também morreram na queda.

A esposa de Eduardo e mãe de Fernanda, foi resgatada com vida e encaminhada para o Hospital Universitário de Cascavel. Graziela de Souza Philippi, de 53 anos, teve politraumatismo, passou por procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, mas não resistiu. Ela morreu na noite desta segunda-feira (18).


O acidente
A família voltava do litoral de Santa Cantarina, onde passou o feriado. Trabalhadores que estava próximo ao local da queda, ouviram um estrondo e um grito de socorro.

Segundo o registro da aeronave na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a inspeção anual de manutenção da aeronave havia vencido no dia 9 de novembro. No entanto a aeronave pode voar por mais 30 dias após o vencimento.

O corpo do piloto foi velado nesta segunda-feira em Cascavel. Ele era instrutor de uma escola de viação e tinha experiência.

Os corpos de Eduardo, sua esposa Graziela e da filha do casal, Fernanda, será cremado nesta quarta-feira em Francisco Beltrão (PR).

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Paraná

Prorrogação do prazo de plantio de soja atende demanda do Sudoeste

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A norma que prorroga o prazo para a semeadura de soja no Paraná, e que atende demanda antiga do Sudoeste, foi destacada pelo governador Ratinho Junior durante a reunião do secretariado realizada nesta terça-feira (12), em Pato Branco. A cidade é sede administrativa do governo estadual nesta terça e quarta-feira e as atividades do governador e equipe acontecem no município.

A portaria nº 342/2019, que estabelece o período de vazio sanitário e outras medidas para o controle da ferrugem asiática, substitui a portaria que determinava 31 de dezembro como data limite para o plantio. A nova norma não define a data final para a semeadura.

A prorrogação foi uma solicitação dos produtores paranaenses, já que fatores climáticos têm atrasado o plantio da soja, especialmente nas regiões Sul e Sudoeste. Eles argumentavam que as características distintas do clima nas regiões do Estado dificultavam o cumprimento do calendário.

“A semeadura de soja, que ocupa 5,5 milhões de hectares no Sudoeste, se dava entre setembro e 31 de dezembro. Isso impedia parte do Estado, com clima mais frio, de fazer a safra após colheita de feijão ou milho. Havia uma limitação no modelo agrícola em função do combate com a ferrugem asiática da soja. Para melhorar o nosso desempenho, permitimos destravar a semeadura”, explicou Norberto Ortigara, secretário de Agricultura e Abastecimento.

Ele complementou que a medida deve favorecer o plantio de milho na primavera, estação que o Paraná pode melhorar seu potencial produtivo. Segundo a nova norma, o produtor tem até o dia 15 de maio como limite para colheita ou interrupção do ciclo da cultura. Para os agricultores, a medida garante maior capacidade de planejamento.

SANIDADE VEGETAL – A nova norma também reforça medidas fundamentais para a sanidade vegetal no Estado. A prática do vazio sanitário, adotada de 10 de junho a 10 de setembro de cada ano, como estratégia para retardar o aparecimento e diminuir o número de pragas responsáveis pela ferrugem asiática, continua garantida. Nesse período é proibido cultivar, manter ou permitir a existência de plantas vivas de soja, emergidas, em qualquer estágio vegetativo.

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