Conecte-se conosco

Saúde

Anvisa emite alerta sobre uso de ondansetrona por grávidas

Alô Paraná

Publicado:

em

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para que profissionais prescritores tenham cautela ao indicar ondansetrona a mulheres no primeiro trimestre de gravidez. A agência investiga se o medicamento causa malformação do bebê. Após a conclusão dos estudos, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas.

O alerta da Anvisa cita um estudo que comparou 88.467 mulheres expostas à ondansetrona durante o primeiro trimestre de gravidez com 1.727.947 mulheres não expostas à substância. O resultado foi de três casos adicionais, 14 contra 11, de defeitos de fechamento orofacial identificados para cada 10 mil nascimentos de descendentes de mulheres expostas, principalmente relacionados à ocorrência de casos de fissura palatina. 

Segundo a Anvisa, o mecanismo pelo qual a ondansetrona pode interferir na gravidez é desconhecido. Dessa forma, a segurança de uso desse medicamento durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez também não está estabelecida.

Diante dessas informações, a agência diz que analisa a possibilidade de se alterar esse medicamento para a categoria D de risco na gravidez, categoria em que há evidências positivas de risco fetal humano, no entanto os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco.

Atualmente, esse medicamento pertence à categoria B de gravidez, ou seja, não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Tratamento de náuseas

A ondansetrona é um medicamento indicado na prevenção e no tratamento de náuseas e vômitos em geral, especialmente os casos induzidos por quimioterapia ou radioterapia e os relacionados ao pós-operatório.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

A anvisa orienta pacientes que se enquadram nas características descritivas devem procurar orientação junto ao profissional de saúde. A Agência informa ainda que monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento por meio do sistema VigiMed

Saúde

Paraná promove evento sobre vacinação e saúde materno-infantil

Alô Paraná

Publicados

em


O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Paraná promove nesta semana o 1º. Seminário Estadual sobre Imunização, que reunirá, de forma inédita, profissionais envolvidos com o processo de vacinação e da saúde materno-infantil. Coordenado pela Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, o evento começa nesta terça-feira e segue até quarta-feira (dias 12, 13 e 14).

Mais de 2 mil profissionais devem participar. “Acompanhamos com atenção o retorno de doenças que estavam praticamente erradicadas e que reaparecem com casos em várias regiões. Por isso promovemos este seminário inédito, unindo equipes que atuam na Vigilância Epidemiológica e na Atenção Primária para o debate em torno do tema”, diz o secretário da Saúde, Beto Preto.

“O objetivo é que toda equipe esteja mobilizada e atualizada com informações sobre as vacinas em todo Paraná. Temos 19 diferentes vacinas à disposição da população na rede pública, em todas as nossas unidades. Enfatizamos a imunização como estratégia fundamental de proteção à vida”, afirma o secretário.

O evento acontecerá no Espaço Torres, em Curitiba, com a participação de técnicos do Ministério da Saúde e deverá reunir profissionais dos 399 municípios do estado. “Buscamos o alcance das metas de coberturas vacinais em todas as faixas etárias. A vacina é o meio mais importante de se prevenir doenças infecciosas”, enfatiza a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, Maria Goretti David Lopes.

GESTANTES E BEBÊS 
O Programa Nacional de Imunização tem um olhar especial para o calendário da criança e gestantes, sendo a vacina contra a Hepatite B garantida ao recém-nascido nas primeiras 12 horas de vida. As gestantes recebem a vacina DTPa, que previne contra difteria, tétano e coqueluche. Esta vacina também protege o recém-nascido contra a coqueluche.

O calendário da criança é composto por vacinas que imunizam contra várias doenças entre elas a tuberculose, hepatite, meningites, pneumonias, febre amarela, sarampo, coqueluche, tétano, varicela e gripe.

JOVENS, ADULTOS E IDOSOS 
O calendário também se estende à jovens, adultos e idosos, imunizando contra várias doenças e atualizando sobre doses não recebidas na infância. “Os profissionais devem estar atentos a este calendário informando e orientando os usuários sobre a importância e a segurança das vacinas”, destaca Vera Rita Maria, chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde.

SEMINÁRIO – Além promover a integração das equipes da Vigilância e da Atenção Primária, o seminário busca fortalecer o conhecimento e a aplicação prática das normas do Programa Nacional de Imunização (PNI). Estarão em debate temas como monitoramento em imunização, aumento das coberturas vacinais, prevenção de agravos pós-vacinação e conceitos sobre rede de frio e armazenamento de vacinas.

“Durante os três dias de evento, pretendemos sensibilizar os profissionais sobre a importância do trabalho de cada um no atendimento diário da população reforçando que estar com calendário atualizado significa prevenção e proteção da vida e esta é a meta da Secretaria da Saúde do Paraná”, disse a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde.

Continue lendo

Saúde

Paraná confirma 43 novos casos de sarampo em uma semana

Alô Paraná

Publicados

em


A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (7) mais um Boletim Epidemiológico com a situação do sarampo. Na última semana foram confirmados 43 casos novos, somando 316 pessoas que estão ou tiveram com a doença no Estado desde o mês de agosto.

Os dados mostram o grande aumento de casos e o alcance territorial da doença no Paraná. Das 22 regionais de saúde, 20 têm casos confirmados ou em investigação. Apenas as regionais de Campo Mourão e Cornélio Procópio não registram notificações de sarampo.

“O vírus se espalha rapidamente e o sarampo pode ter consequências muito graves. É uma doença que pode comprometer seriamente a saúde. As complicações que uma pessoa que teve sarampo pode desenvolver são otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas, a redução da capacidade mental, surdez, cegueira e retardo do crescimento”, alertou o secretário da Saúde Beto Preto.

O sarampo é uma infecção viral, altamente contagiosa e de fácil transmissão. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo). Também podem ocorrer dor de cabeça, indisposição e diarreia. Como não existe tratamento específico para o sarampo é importante ficar atento ao aparecimento dos sintomas.

“Aos primeiros sinais, indicamos que a pessoa procure o atendimento médico para exames e busque ficar sem contato com mais gente até que se descarte o sarampo. Não fique esperando passar ou piorar, é nesse período que a doença pode ser transmitida”, recomendou o secretário.

Os 316 casos estão distribuídos nos seguintes municípios: 217 em Curitiba; 4 em Almirante Tamandaré; 1 em Araucária; 1 em Balsa Nova; 2 em Campina Grande do Sul; 3 em Campo do Tenente; 8 em Campo Largo; 20 em Colombo; 1 em Fazenda Rio Grande; 1 na Lapa; 1 em Mandirituba; 10 em Pinhais; 10 em Piraquara; 1 em Quatro Barras; 5 em Rio Branco do Sul; 11 em São José dos Pinhais; 2 em Castro; 1 em Ponta Grossa; 1 em Irati; 2 em Maringá; 7 em Londrina; 1 em Rolândia; 3 em Carlópolis; 3 em Jacarezinho.

VACINAÇÃO – O Ministério da Saúde organizou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira etapa foi realizada para o público de seis meses até cinco anos incompletos. A segunda etapa tem como público-alvo os jovens com idade entre 20 a 29 anos. O período de intensificação para imunização desta faixa de idade é entre 18 a 30 de novembro, com o dia D no sábado, 30.

“Para ter vacinas em todo o Estado, solicitamos ao Ministério da Saúde mais 100 mil doses da vacina tríplice, que previne sarampo, caxumba e rubéola. A nossa preocupação maior é para Curitiba e cidades com maior incidência do sarampo”, disse o secretário Beto Preto.

O objetivo da campanha é interromper a circulação do vírus e proteger os grupos mais acometidos pela doença no País. Toda a população com idade entre um e 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral e de 30 a 49 anos, uma dose.

Para saber mais informações sobre a situação do sarampo no Paraná, acesse o Boletim Epidemiológico nº 11.

Continue lendo

Saúde

Cirurgia rara de cotovelo devolve movimento a paciente

Alô Paraná

Publicados

em


Depois de ficar cerca de três anos com graves limitações nos movimentos do cotovelo esquerdo, provocado por uma luxação crônica, hoje Maikon Teixeira da Costa, de 31 anos, já se permite pentear os cabelos e levar a mão à boca.

Maikon Costa foi submetido a uma cirurgia no cotovelo considerada rara e complexa. O procedimento foi feito pela equipe da ortopedia cirúrgica do Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba.

O hospital atende 100% pelo SUS e, recentemente, passou a integrar o Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT) que, por sua vez, faz parte da Rede de Unidades Próprias do Governo do Paraná.

Foi a primeira vez que esse tipo de cirurgia foi feita no CHR devido ao alto nível de especialização médica e materiais exigidos. Uma outra condição especial possibilitou o procedimento – a diretoria do hospital com apoio da Secretaria de Estado da Saúde providenciou o material de órtese necessário – um fixador externo articulado de cotovelo para ser colocado no braço do paciente.

LUXAÇÃO – A luxação é o deslocamento de um ou mais ossos de uma articulação e acontece quando uma força atua direta ou indiretamente sobre nosso corpo. Em termos clínicos, é definida como perda do contato articular, isto é, a separação de uma articulação que é composta por duas superfícies articulares.

Segundo o médico Douglas Schumann, responsável pela cirurgia, os casos de luxação de cotovelo são recebidos e tratados na emergência médica, pois normalmente provém de uma queda ou acidente com traumatismo, lesão congenital ou frouxidão de ligamentos gerada por doenças crônicas. Ao longo do tempo a luxação crônica pode evoluir para artrose e rigidez articular.

Ele explicou que quando o cotovelo luxado não é tratado em até três meses a complexidade do tratamento aumenta, exigindo procedimento cirúrgico aberto, como no caso de Maikon que sofreu uma queda em uma partida de futebol e não passou por cuidados adequados no início da lesão.

A cirurgia exigiu a colocação do fixador, reconstrução de ligamentos do cotovelo; retirada de osteófitos – formações ósseas anormais que se formaram devido ao tempo da lesão; redução das articulações e colocação dos ossos no lugar, e ainda colocação do fixador externo articulado para proteção do reparo dos ligamentos.

Maikon já não conseguia mais fazer as atividades simples que exigissem flexão do cotovelo, como higiene pessoal, pentear os cabelos, pegar objetos, levar alimentos à boca. “A musculatura da mão esquerda estava hipotrofiada por falta de uso, em consequência da restrição da mobilidade do cotovelo O caso dele já estava conduzindo à atrofia”, diz o médico.

CONDUTA CLÍNICA


Após a primeira avaliação médica, o procedimento já foi indicado. “Tivemos muita cautela na análise devido à complexidade do caso. A colocação do fixador permitiu que o paciente já mexesse o cotovelo no pós-operatório. Sem o equipamento, o cotovelo precisaria ficar imobilizado depois da cirurgia, correndo o risco de provocar rigidez na articulação”, disse Douglas Schumann.

No décimo dia do pós-cirúrgico o paciente conseguiu movimentar o braço, o que foi considerado uma grande conquista na área da cirurgia ortopédica.

Um mês após a cirurgia, sendo submetido à fisioterapia específica, Maikon fazia flexão e extensão do cotovelo com o fixador externo e, depois de 4 meses, já levava as mãos à cabeça e à boca.

O paciente relata hoje que melhorou muito a movimentação do braço. “Foi uma grande ajuda, pois meu dia a dia estava limitado, estou bem satisfeito com a cirurgia e me esforçando na recuperação”, disse.

Douglas Schumann disse a fisioterapia seguirá até agosto, buscando uma amplitude ainda maior dos movimentos.

INTEGRAÇÃO
O diretor-geral do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Geci Labres de Souza, afirma que divulgação deste tratamento de excelência feito em um hospital público é importante, pois assim é possível destacar a ação do corpo clínico e direção da CHR, que integra o Complexo do Hospitalar do Trabalhador.

Segundo o diretor-geral, casos complexos como esse exigem equipes médicas diferenciadas e experientes, equipamentos especiais e serviços de fisioterapia e terapia ocupacional específicos. “Todo este esforço para obter um bom resultado sempre vale a pena, pois resgata a qualidade de vida destes pacientes”, afirmou.

Continue lendo

EM ALTA